sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Eu, que vos clamo.

Venho a lhes implorar, pois vejo que o fim é iminente. Decepam-me, retiram meus pulmões, arranham minha pele, sulcos que infiltram em meu ser, contaminam meu sangue, conspiram. Esquecem-se que cada ato contra mim, o retorno é imediato.
Envio-lhes novamente, chuvas, estas que destroem vossas casas, colheitas, cerceam vidas, sei que há lágrimas, prantos, mas nada posso fazer, sou submissa a ti, peço-lhes que reflitam sobre tuas existências, deixem a omissão e a indiferença de lado, ouçam teus corações, pois sou a natureza, que pode extingui-lo deste plano.

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